Auto-biografia sobre um Gavião

Se estivesse vivo, Antonio Carlos Jobim estaria completando oitenta e três anos de idade nesta semana. Em uma de suas redações dos tempos de menino, o mestre da nossa música já mostrava preocupação com o meio ambiente. Através de seu Gavião de Penacho, Tom Jobim já estava de olho nos pombos do Rio de Janeiro.

Colégio Andrews
Rio, 2 de outubro de 1939
Antonio Carlos Jobim

Auto-biografia sobre um Gavião

Moro nas matas da Tijuca. Sou um enorme Gavião de Penacho. Quando passo voando em grande altitude por cima de chácaras e casas espanto as galinhas que, apressadas, escondem seus filhotes. Os pombos aterrorizados procuram os pombais até que eu me afaste. Não fez ainda um mês que um grupo de chacareiros organizou uma batida em minha procura só porque um dia, por falta de outra caça, lhes comi um pombo. Felizmente não me mataram pois me conservei a grande altura fora do alcance de suas mortíferas carabinas.

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A mulher e seus homens insinuantes

Seu médico diz:
Tire a roupa.

Seu psicanalista diz:
Agora deite e relaxe.

Seu farmacêutico diz:
Dói a cabeça?

Seu dentista diz:
Abra um pouco mais…

Seu oftalmologista diz:
E agora, está melhor?

Seu decorador diz:
Quando estiver tudo dentro, você vai gostar.

Seu flanelinha diz:
Vem, vem, assim, assim…

Seu frentista diz:
A senhora quer que eu troque o seu óleo?

Seu professor de culinária diz:
Isso, assim, mexe um pouco mais agora…

Seu vendedor de fruta diz:
Pode segurar, mas não aperte!

Seu padeiro diz:
Sim, está quentinho, como a senhora gosta.

Seu peixeiro diz:
Vai querer tudo ou só a metade?

Seu feirante diz:
Gostoso, não é? Pode experimentar outra vez…

Seu cabeleireiro diz:
Vamos fazer uma coisa diferente?

Mas seu marido diz:
Hoje outra vez?

(postado originalmente em 27 de janeiro de 2004)

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Caiu mais uma reserva moral da Nação

Nos últimos tempos vimos a queda de várias reservas morais da nação brasileira. A maior de todas elas, Ruy Goiaba, parou com o blog e rendeu-se aos 140 caracteres. Mas no fundo estou falando de outro tipo de reserva.

O Gabeira admitiu ter transferido passagens aéreas de sua cota a terceiros. O Dr. Roger, maior especialista do mundo em turbinagem de óvulos, foi preso por abusar de suas pacientes.

Dessa vez quem caiu foi o âncora de TV Boris Casoy, que mostrou que ele próprio é “uma vergonha”. Que o digam os garis:

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Ho ho ho…

Não sei se este é o último post do ano, já que ando com uma preguiça incrível para postar.

De qualquer forma, é a oportunidade que tenho para desejar aos meus leitores, amigos e colaboradores um Feliz Ano Novo e um Próspero Natal.

Aproveitem para ouvir música… Baixem a música “Silent Night“, a nossa “Noite Feliz”, na interpretação da antiga banda alemã Can.

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8.8.8.8 – o novo número da Besta?

Se já andavam dizendo por aí que o Google andava a passos largos para se transformar no Big Brother, SkyNet, Dr. Evil ou coisa que o valha, há mais um motivo para continuarem dizendo.

O Google lançou na semana passada seu serviço de DNS gratuito e público. DNS é um dos serviços mais importantes da internet, é uma espécie de “lista telefônica” da rede. Basicamente o DNS transforma um nome de domínio em um endereço IP, ao acessar este blog, por exemplo, ele transforma o “nababu.org” em um número do tipo 69.70.162.115, que é o IP do servidor onde o blog está hospedado. Os domínios (como o nababu.org ou o uol.com.br) são nomes amigáveis para que as pessoas possam decorar e escrever com facilidade.

O serviço do Google é supostamente parte de um projeto para tornar a rede mais rápida. Para ver como funciona, é preciso configurar as propriedades de conexão da internet do seu computador, colocando o IP do servidor DNS da empresa. No caso o número é 8.8.8.8 (e também o 8.8.4.4, que é o DNS secundário, o outro é o primário). Alguns testes mostram que o Google DNS pode ser muito rápido, especialmente para usuários fora dos EUA e do Canadá. O Google DNS se limita a converter os nomes de domínio, ao contrário de serviços concorrentes como o Open DNS, que permitem também bloquear sites específicos e sites pornográficos, servindo como uma ferramenta de segurança para internet familiar ou empresarial.

Não deixa de ser um bom serviço, visto que os serviços DNS dos provedores andam muito toscos e até “sequestram” as consultas a domínios que não existem1. Mas e os tais planos de dominação do mundo a que me referi acima? Poderia a MAFIAA convencer o Google a entregar quem baixou música e filme sem os devidos direitos? O Google vai agregar mais dados sobre os hábitos de uso de serviços online do que já agrega? O mundo vai acabar no dia 8 de agosto de 2088 (8/8/88), 76 anos depois de 2012? 8.8.8.8 é o novo número da Besta?

  1. Brasil Telecom, Oi, GVT e outras operadoras o fazem []

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Evolução do ensino da matemática

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia, havia aulas de Educação Física, Educação Moral e Cívica, Canto Orfeônico, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por Cr$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por NCr$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou NCr$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por Cr$ 100,00. O custo de produção é Cr$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por Cz$ 100,00. O custo de produção é Cz$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )Cz$20,00
( )Cz$40,00
( )Cz$60,00
( )Cz$80,00
( )Cz$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( ) SIM
( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00
( )R$40,00
( )R$60,00
( )R$80,00
( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$20,00.

(Se você é afrodescendente, especial, indígena, egresso de escola pública, filho de policial morto em serviço ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)

( )R$ 20,00
( )R$40,00
( )R$60,00
( )R$80,00
( )R$100,00

(desconheço o autor)

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Professor de inglês nativo: facilita ou atrapalha o aprendizado?

Ter conhecimento na língua inglesa é fundamental para conseguir ingressar no competitivo mercado de trabalho. Porém, na hora de escolher uma escola ou um professor particular, surgem algumas dúvidas. Um dos questionamentos feitos é sobre o professor. Se ele for nativo no inglês (seja ele britânico, estadunidense, australiano, etc.), aumentam as chances de aprender ou a dificuldade é maior?

Existem diversos pontos de vista em relação a esta dúvida, mas cabe ao aluno descobrir qual a maneira mais fácil de aprender a língua.

Contra aulas com nativos

De acordo com estudo realizado pelo pesquisador David Graddol, o ideal para o aluno é ter professores que não tenham o inglês como língua nativa, pois eles são considerados dificultadores na aprendizagem. A pesquisa revela que esses profissionais se interessam mais pela parte gramatical e pela pronúncia. Eles acabam transferindo aos alunos uma bagagem que preza o inglês mais tradicional.

“O que importa não é a perfeição da gramática e da pronúncia, mas sim como os interlocutores usarão a língua como instrumento de trabalho. Jovens italianos ou alemães não querem parecer britânicos ou americanos, querem manter o sotaque, pois o que importa é a inteligibilidade da conversa”, afirmou.

Segundo Graddol, o inglês é falado como primeira língua em mais de 70 países e 74% das relações que utilizam o inglês não incluem um falante nativo de inglês.

A favor

De acordo com o gerente-geral da Englishtown, Persio de Luca, aprender inglês com um professor nativo na língua é uma ótima oportunidade de ser corrigido e orientado por alguém que conhece a cultura local. “O idioma faz parte da cultura e somente um nativo é capaz de diferenciar o que está correto ou não”, afirmou.

Outro ponto abordado por ele é que o professor é considerado um facilitador entre o conteúdo e o aluno. Explicou também que o aluno aprende por meio do material didático e pelos exercícios realizados em aula.

O curso de inglês começa com estágio para iniciantes e termina com certificação específica na língua. Para o gerente-geral, a presença de um professor nativo somente seria prejudicial na fase inicial do aprendizado, mas em todas as outras etapas, seria um benefício.

(fonte: InfoMoney)

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Frase do dia – 18/11

“Experiência é aquilo que se consegue quando não alcançamos o que almejamos”. — Holandesa

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Arrogância

A arrogância da Microsoft já passou dos limites. A empresa pagou mico (Mico$oft) e quer tomar o domínio de Mike Rowe, um jovem empreendedor canadense. Apenas porque o domínio é o MikeRoweSoft.com e “poderia causar confusão”.

Essa arrogância não é novidade nem exclusividade da Micro$oft. Aqui mesmo no Brasil, lá pelos anos 80, quando surgiram as antenas parabólicas para residências, uma das microempresas que teve um relativo sucesso foi a ZIROK, que pertencia a um jovem recém-formado no ITA. Ele projetou a antena e o receptor e a produção da antena era terceirizada num fabricante de mobiliário de jardins e piscinas. O receptor ele mesmo montava. Um belo dia a XEROX havia entrado com um processo contra ele, exigindo a mudança do nome da empresa, alegando que a pronúncia de ZIROK em português era igual a de XEROX em inglês e isso “causava confusão nos consumidores”. Ele teve que contratar advogado, perdeu tempo mas no final o juiz deu sentença a seu favor e um tremendo esporro na XEROX pela sua pretensão absurda.

No final, a Microsoft admitiu que exagerou nas ameaças nesse caso MikeRoweSoft.com.

(postado originalmente em 21 de janeiro de 2004)

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