Parisiense


You Belong in Paris


You enjoy all that life has to offer, and you can appreciate the fine tastes and sites of Paris.
You’re the perfect person to wander the streets of Paris aimlessly, enjoying architecture and a crepe.

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Ter ou não ter namorado, eis a questão

Ter ou não ter namorado, eis a questão
(Artur da Távola)

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar.

Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

Enlou-cresça.

(Homenagem a Artur da Távola, escritor e político — dos bons — falecido ontem. O texto acima costuma ser atribuído por vários sites, até mesmo por sites sérios, a Carlos Drummond de Andrade. Porém foi publicado no livro “Amor a sim mesmo” (sic), coletânea das crônicas de Távola, em 1984.)

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Numa banca de revista perto de você… (#8)

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Pais e mães desnaturados (#2)

Para quem ainda duvida que pais que dão nomes bizarros aos filhos são desnaturados, olha só:

Os nomes dos envolvidos no assassinato da missionária Dorothy Stang, em uma área rural do Pará, são: Vitalmiro, Rayfran, Feijoli, Cleoni e Magnaldo.

Não estou dizendo que todo mundo que tem nome esdrúxulo vai se envolver em crime de morte, mas é bom prevenir.

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Laço e o abraço…

(Desconheço a autoria)

Meu Deus!!! Como é engraçado!…
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço…
Uma fita dando voltas? Se enrosca…
Mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando…
devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso…
Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.

(postado originalmente em 11 de junho de 2003)

Frase do dia - 02/05

“Os termos professor aloprado, flamenguista doente e político corrupto são casos típicos de pleonasmo vicioso.” — Demétrio Sena

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A prole blogueira

O post de hoje é sobre duas blogueiras queridas que deram cria. Um desses bebezinhos chegou faz um tempinho. O outro nasceu hoje.

Em março foi a vez da Valentina, filha da querida Gabi Franco, lá em São Paulo.

Hoje de manhã a Elis, a primeira blogueira que eu conheci pessoalmente, e cujas reportagens no início do século inspiraram a criação deste blog, teve o seu Guilherme. Nem bem ele chegou ao mundo e já tem fotos no álbum do orkut da mamãe.

Tanto a Valentina quanto o Guilherme já têm o seu lugarzinho na blogosfera. Desejo todas as felicidades do mundo para os blogueirinhos e suas mamães.

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Apelo: ajudem a Paula a ajudar o Francisco

A minha amiga Paula, do Epinion, quer ajudar um colega

Estou gripada. Minha garganta dói, meu corpo está moído e, ainda assim, preciso estar o dia todo dentro de um escritório com ar-condicionado. Meu único consolo? Um colega muito querido, o Francisco, copeiro do escritório.

Sempre que estou doente, o Francisco me faz um chá especial, receita de sua mãe. Feito com mel do Piauí, limão e muito carinho, o chá já se tornou meu comfort drink de quando estou caidinha. Basta ouvir minha voz rouca que o Francisco, sem perguntar nada, aparece no meio da tarde com seu chazinho avermelhado e com cheirinho de mel.

Pelo carinho, sou grata ao Francisco. Pela receita do chá especial e pelo mel importado diretamente do Piauí, sou grata à sua mãe.

Mas uma tragédia aconteceu. Nas últimas chuvas do Piauí, a mãe do Francisco, seu irmão e esposa e três filhos pequenos, que moram na cidadezinha de Caridade, perderam tudo.

Sei que parece mentira que eles morem justamente num lugar chamado Caridade, mas às vezes Deus manda mensagens assim bem óbvias: essa família agora conta com a caridade dos amigos para reconstruir sua vida. Eles precisam de tudo, roupas, calçados, alimentos não perecíveis, eletrodomésticos e, claro, dinheiro.

Um primo do Francisco irá de ônibus para Caridade no dia 30/04 e poderá levar as doações, que estamos recolhendo aqui no escritório (Av. Nações Unidas, 12.995, 18o andar, CEP 04578-000 - São Paulo - SP). Além disso, podemos depositar nossa contribuição direto na conta do Francisco Neivan da Cruz, CPF. 319930103-78, no Citibank, Agência 024 e Conta 3699951.

Peço a vocês que divulguem a história do Francisco e ajudem como puderem.

Obrigada!

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As nossas rádios FM

Tenho lido vários depoimentos sobre as nossas rádios FM, que geralmente não tocam rock e quase todas tocam as mesmas músicas de 10, 15 anos atrás. E assim passam-se anos de Dire Straits (que eu até gosto), Sade, o “Tema do Hiro” da Tina Turner, “Papel Machê” do João Bosco e outras.

Está mais que na hora de mudar as programações. Porque nem todos os cariocas são de Madureira.

(postado originalmente em 05 de junho de 2003, de lá pra cá quase nada mudou)

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