O caos aéreo

Antes de contar sobre mais uma aventura em São Paulo, preciso dizer como ela começou. E não foi muito bem. Já no Santos Dumont, soube que o vôo atrasaria em pelo menos 20 minutos, porque estava chovendo em São Paulo. Aí apelei para o celular, para saber o que estava acontecendo.

Sandra, tá chovendo por aí?
– Aqui em Osasco tá começando agora, não sei em São Paulo.

Como não sei o quão longe Osasco é de Congonhas, deixei para lá. O vôo 1525, das 14:40, saiu com 45 minutos de atraso. Começa o caos aéreo. Se tudo desse certo, mesmo com esse atraso, eu estaria às 19h no show da Roberta Granchy, onde iria rever a Li de Oliveira, a Ju Menina e a própria Roberta. Ia tudo normalmente, até que veio o aviso: “Senhores passageiros, aqui é o Comandante. Está chovendo em Congonhas. Vamos permanecer no ar aguardando a normalização do funcionamento.”

Eu pretendia chegar a SP, ao hotel, e descansar, tomar banho, trocar de roupa e depois ir para o show. Mas o pior veio. “Senhores passageiros, aqui é o Comandante. O aeroporto de Congonhas está fechado e inoperável. Por exigência da empresa teremos que pousar em Campinas para reabastecer e aguardar a normalização das operações em Congonhas.”

Aí danou-se tudo… ou não iria, ou iria só deixar a bagagem no hotel para ir direto para o show, sem tomar banho (argh) nem descansar. Enquanto estávamos em Campinas, por quase 2 horas, apareceram mais três aviões da Gol (acho melhor voar VARIG da próxima vez…). Aí começou a “festa”… ou melhor, o saque à despensa de comida e bebida do avião. Tinha cara que passava com 5 ou 6 barras de cereal, ou 3 copos d’água e um de gelo. Já estávamos imaginando que apareceria por lá o Sawyer pegando todo o estoque para si, ou o Rodrigo Santoro procurando alguma barra de cereal que tivesse sobrado. Mais tarde acabou o gelo, todos tiveram que beber guaraná quente. Um menininho, o Matthew, que só respondia em inglês mesmo quando falavam com ele em português, estava alheio a tudo com seu PSP.

Agora quem ouvia minhas lamúrias pelo telefone era a Juju, que trabalha mais ou menos perto do aeroporto. Segundo ela, era como se o céu desabasse sobre São Paulo.

A distração foi aos poucos virando stress, quando o Comandante avisou que haveria um ônibus para quem quisesse ir de Campinas para Congonhas, porque as notícias não eram nada boas. Seria pior, porque quem fosse de ônibus teria forçosamente que passar pela Marginal para chegar lá. Ninguém aceitou a proposta. O cúmulo do stress chegou com um comandante transtornado: “Gente, vamos sentar e fechar a porta!” Aí sim foi o fim do stress, porque o avião começou a se mexer. O pouso em Congonhas foi exatamente às 20h — mais de 4 horas de atraso no total.

Terminei o dia no hotel, vendo Heroes. Gentes, aquele japonês é muito engraçado!

Daqui a pouco: o encontro de blogueiros à moda árabe.

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