Comerciais de 1981

Os vídeos abaixo são os intervalos comerciais de um especial do Ney Matogrosso, exibido na Globo em 4 de setembro de 1981.


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* Coisas que não existem mais: Irene Ravache gordinha, Casas Pernambucanas (agora só em Sampa), Casas da Banha, Rede Somar, Jeans Staroup e US TOP, Desodorante Trinity, CETEL (a horrorosa empresa telefônica estatal de alguns bairros das Zonas Norte e Oeste do Rio), Seus Talões Valem Milhões (um meio que o governo estadual encontrou para incentivar a emissão de notas fiscais no comércio e, assim, arrecadar mais impostos) e, principalmente, o patriotismo na TV onde existia a “Semana da Pátria”, a parada de 7 de setembro era mostrada na Globo.

* Os comerciais geralmente eram produzidos em película. Tinha que montar, revelar e tal. Os publicitários deliravam em suas produções, como mostra o cenário “futurista” do Banco Central e o comercial do Martini, ambientado no Rio de Janeiro. Usava-se videotape somente nos filmes mais baratos e mais regionais, como os dos supermercados.

* Bom gosto nas trilhas sonoras da Globo. Tinha Kraftwerk na chamada do “Homem de seis milhões de dólares” e Gino Vanelli na da novela Baila Comigo (“Quinzinho e João Victor finalmente frente a frente!”).

* Hoje é até estranho, mas naquela época os grandes clientes das agências de publicidade eram as fábricas de cigarros. De novo os criadores deliravam. Os comerciais do Galaxy, por exemplo, sempre tinham alguma traquitana para cortar o cigarro ao meio. E na época de inflação nem muito baixa nem muito alta, os comerciais mostravam os preços.

* “Primeira Exibição”… Não existia ainda Supercine nem Tela Quente.

* E o esporte… em 1981 a Globo exibia com exclusividade o Mundial de Atletismo em Roma, com narração de Luciano do Valle. Hoje… haja coração para agüentar tanta bobagem.

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