História sem fim

O post a seguir é resultado da criatividade de 8 blogueiros perdidos na noite carioca. Adivinhe quem escreveu qual parte (tente também decifrar o mistério) e, se quiser, continue a história nos comments logo abaixo.

Quase Rodriguiano isso…

Ela chegou à noite. Não tinha trazido vinho, como prometido. Uma aura de singular descontração a envolvia, coisa difícil de se ver nos últimos dias. Conversaram sobre vários assuntos, mas houve uma hora em que precisavam de algo a mais. Foi quando ele disse:
– Li algo estranho nos seus olhos!
Ela duvidou e pediu explicações. Não poderia ser mais magnífico! Tudo o que ele esperava era a chance de poder decifrá-la em 36 horas, entre quatro paredes.
Passadas 48 horas, o mistério continua. E ele guarda consigo as lamentações por sua insignificância. E, olhando pela janela, o vai e vem da fauna urbana, claro!
No dia seguinte toca o telefone:
– Vinho?
A resposta:
– Claro! Já diziam os antigos romanos: “In vino veritas”, a verdade está no vinho.
– Meu bem! Perdemos tantas horas! – ela disse.
– Sim, conte-me a verdade – ele disse, eufórico, tremendo.
– Sim… sim… eu estive contigo – confessou ela, nervosa.
– Mas não tomamos nada! O vinho esquentou – constatou ele, apreensivo.
– Não, tomamos juntos! – gritou ela.
– Mas tomei um remédio para dormir – diz ele. – Maurício, cadê você? – pergunta ele, procurando pelo irmão gêmeo.

(postado originalmente em 09 de agosto de 2002. O texto já teve o seu blog próprio, chamado justamente “História sem fim”, onde quem quisesse poderia continuar a história. Publicado também no Amigos Blogueiros, nos blogs da Elis Monteiro, do Stanley e alguns poucos outros.)

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