Radiohead e Kraftwerk

Fui ver na sexta-feira o “Just a Fest” na Apoteose, um evento que marcou o primeiro show do Radiohead no Brasil.

ingresso

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Os shows de abertura foram do Kraftwerk e do Los Hermanos. Este não me interessava nem um pouco, assim cheguei bem mais tarde para “desfilar na avenida”. Assim que Camelo, Amarante e companhia terminaram seu show, entrei na Apoteose para ver o Kraftwerk, que já veio ao Rio outras 2 vezes mas perdi essas oportunidades.

Acreditem, tinha um maluco vestido assim na plateia, com direito a LEDs piscantes-sequenciais na gravata:

The Man Machine
The Man Machine

Deve ser comum nos shows dos alemães.1 Quanto ao show, foi irrepreensível, um espetáculo visual e sonoro onde músicas clássicas como “The Robots” (com direito a substituição dos músicos por robôs), “Radioactivity” e “The Model” foram tocadas. Essa foi na verdade uma versão pocket do show do Kraftwerk, parecida com a do festival Coachella nos EUA, ano passado. “Autobahn” foi bem mais curta do que a versão original dos anos 70, que tem quase 23 minutos de duração. Eles são a alma da música eletrônica e inspiração para milhares de músicos, inclusive para o Radiohead.

kraftwerk-machine

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radioactivity

No intervalo entre os dois shows, tocaram uns reggaes do capeta, na discotecagem a cargo de Maurício Valladares, em cujo programa surgiu o nome deste blog.

Logo depois o Radiohead finalmente entrou!!! Outro espetáculo visual, com milhares de microlâmpadas no cenário. Eles tocaram no seu set basicamente as músicas do álbum “In Rainbows”, uma revolução na indústria musical. Eu admito que não paguei nada para baixar o dito álbum.2 Mas o show não seria completo sem “Karma Police”, “No Surprises” e, é claro, “Creep”, a primeira música de Thom Yorke e banda que eu ouvi, em 1994. Um rock excelente, cheio de efeitos eletrônicos (influência de quem mesmo?) e até vozes sampleadas em português.

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A qualidade das fotos não está tão boa porque eu usei o celular e eu estava bem longe do palco, especialmente nas fotos do Radiohead. Mesmo com a voz esganiçada do Thom em alguns momentos, o Radiohead ganhou ainda mais a minha admiração depois deste show.

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  1. No show do VNV Nation me disseram que nos outros shows do Kraftwerk no Brasil foi muita gente vestida de Man Machine. []
  2. Por outro lado foi até justo o preço de R$ 200,00 mais taxa de conveniência pelo ingresso, comprado na internet. []