Sonho de consumo: 3 formas de atingir seu objetivo

Uma viagem pelo mundo, um carro zero, uma casa própria? Ou apenas um celular novo, um banho de loja, um iate? Seja qual for o sonho de consumo, o fato é que muitos deles não podem ser pagos com um salário. Por isso, é preciso encontrar formas de alcançá-los, desde que não prejudiquem o orçamento.

Aqui estão três maneiras a que você pode aderir para atingir o sonho de consumo.

1 – Guardar, guardar e guardar!

Se um salário não é suficiente, a alternativa mais lógica vai ser juntar um pouco de cada um deles. Neste caso, a dica é planejar com bastante antecedência a realização dos seus sonhos.

Para facilitar, defina uma meta e um prazo para realizá-la e estipule quanto deve ser guardado por mês para conquistar seus objetivos dentro do tempo estipulado. Aqui fica a sugestão: inclua sua meta mensal na planilha de orçamento, como um gasto frequente ou uma conta a pagar. Se deixar para guardar o que sobra no final do mês, corre o risco de nunca conseguir juntar nada.

Esta é a maneira mais simples, que agride menos o orçamento, por não implicar uma dívida, mas também pode ser o método mais demorado.

2 – Tomada de crédito

Se seu sonho de consumo precisa ser adquirido com mais rapidez, pode ser necessário tomar um empréstimo. Neste caso, é preciso ter cuidado! Será que seu orçamento é capaz de aguentar mais uma dívida? Confira abaixo as dicas do Instituto Akatu para a tomada de crédito consciente:

  • Questione-se: Antes de tomar a decisão de comprar a prazo, uma pergunta deve ser feita para si mesmo: Não posso mesmo esperar, ou não deveria juntar o dinheiro — guardar mensalmente como se estivesse pagando as prestações do empréstimo ou financiamento — para comprar à vista e com desconto?
  • Cuidado com o subconsciente: Quando queremos alguma coisa, é comum construirmos justificativas para o que desejamos (por exemplo, quando você deseja trocar de carro, “de repente” começa a achar defeitos que nunca tinha percebido no veículo antigo).
  • Seja coerente: Calcule as taxas de juros nas suas compras e operações e recuse situações que lhe pareçam abusivas. Em qualquer financiamento, calcule quantos dias você vai precisar trabalhar para pagar as prestações (divida o valor de cada parcela pelo valor de sua renda diária). Separe o valor dos juros e veja quanto você precisará trabalhar só para pagar juros. Vale a pena? Além disso, antes de contrair uma dívida, compare o valor da prestação com o quanto você investe em itens fundamentais, como aluguel, a mensalidade do seu plano de saúde ou da escola de seu filho. O valor da dívida que você vai assumir é proporcional à importância do que você vai fazer com o dinheiro?

3 – Fazer um investimento

O método pode não ser o mais rápido, mas existem pessoas que não estão com tanta pressa. Também pode não ser o mais seguro, porém correr riscos pode trazer mais ganhos. Enfim, o fato é que fazer um investimento pode ser uma alternativa para alcançar seus sonhos de consumo.

Para isso, é preciso economizar uma quantia mensal de seu salário e ainda escolher a aplicação mais adequada ao seu perfil de investidor. Em quanto tempo pretende alcançar seu sonho? Quanto risco está disposto a correr para isso? Cada pessoa tem um perfil. Enquanto uns são mais agressivos e gostam de apostar, outros são mais conservadores e odeiam perder dinheiro. Há ainda aqueles que ficam no meio termo, que não gostam de arriscar muito, porém, ao mesmo tempo, são ambiciosos.

É importante ter tudo isso em mente, uma vez que existem diversos produtos disponíveis no mercado. Confira as opções abaixo:

  • Poupança: uma das aplicações mais conhecidas no mercado brasileiro, é sinônimo de segurança. Ela é indicada para quem tem menos tempo, por ser de baixíssimo risco.
  • Tesouro direto: são dívidas emitidas pelo governo. A aplicação é destinada a quem tem tempo para administrar o próprio dinheiro e ainda tem taxas incidentes, como a de 0,4% ao ano sobre o valor do título.
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): são títulos representativos de depósitos a prazos fixos emitidos por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos de desenvolvimento. A taxa paga nos CDBs pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante.
  • Planos de previdência: inclui planos individuais, facultativos, que funcionam como fundos de investimento voltado para a aposentadoria, mas que, com o tempo, passaram a ser usados para outras finalidades.
  • Fundos de investimento: eles podem ser de renda fixa, variável, cambiais, multimercados, referenciais e mudam em risco e prazo, o que deve ser analisado pelo investidor.
  • Renda variável: as ações, comercializadas nas bolsas de valores, têm um perfil de alto risco. Os ganhos são maiores com o passar do tempo.

É importante também não deixar os investimentos nas mãos de uma só pessoa, como o gerente do banco, e esquecer deles. Acompanhe sempre o rendimento das aplicações, leia as notícias sobre o mercado, estude e converse com especialistas, como consultores financeiros. O problema não é a figura do gerente, mas ocorre que seu cargo envolve conflitos de interesse. Gerentes de bancos têm uma série de metas para bater e precisam vender determinados produtos. Por conta disso, existe o risco de eles não indicarem o que é necessariamente melhor para o cliente. Eles podem dizer, por exemplo, que o plano de previdência é melhor para determinado investidor, quando isso não é verdade.

Existem dois tipos de riscos que costumam chamar a atenção do investidor pessoa física. O primeiro é o risco de mercado. Pode acontecer de o preço de determinado ativo cair um patamar menor do que o do momento da compra. O outro é o risco de crédito, que está atrelado a cada investimento. Nesse caso, podemos citar o exemplo de um investidor que tenha aplicado no CDB de um banco que acabou fechando as portas. Porém, o risco de crédito é menor do que o de mercado, já que há leis que protegem o investidor.

Agora que você já sabe tudo isso, comece a ler mais sobre investimentos e procure se inteirar do assunto.

(Fonte: InfoMoney)

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