Bairros do Rio – análise profunda

ZONA CENTRAL

Estácio, Cidade Nova e Catumbi: Bairros de merda que ninguém sabe que existem – pelo menos não de nome. Ficam entre a Tijuca e o Centro da Cidade. Na verdade, as únicas provas de sua existência são o metrô, o cemitério e a prefeitura.

Lapa: Historicamente ocupado por prostitutas, drogados, mendigos, travestis e cafetões. Hoje em dia é ocupado por prostitutas, drogados, mendigos, travestis e cafetões.

Rio Comprido: Os moradores do Rio Comprido insistem que moram na Tijuca. Como se realmente fizesse diferença…

ZONA NORTE

Andaraí: Espremido entre a Tijuca, Maracanã, Grajaú e Vila Isabel, o bairro do Andaraí teve seus momentos de glória ao ser retratado na novela Celebridade, mas, atualmente, voltou a ser o que é na realidade: porra nenhuma. Confundido diversas vezes por seus limites, seus moradores admitem morar em todos os lugares adjacentes, menos no Andaraí.

Bonsucesso: o bairro mais mal localizado da cidade, conseguindo a façanha de ser cercado por 17 favelas, e ainda assim ser o bairro mais evoluído da Leopoldina.

Cascadura: Possui cerca de 1527 ônibus por habitante e uma estação de trem.

Cachambi: Também conhecido como Norte Shopping.

Encantado: É um bairro que não existe, está cadastrado por engano pela prefeitura. Alguns dizem que foi fundado pelo filho da Fada Madrinha.

Engenho de Dentro: É um lugar horroroso onde a única coisa que presta é o recém construído Engenhão, estádio alugado ao Botafogo. O passatempo de seus moradores é ficar fofocando na fila do supermercado Guanabara.

Grajaú: A definição correta para este lugar é “porra nenhuma”, pois todos o consideram Grajaú um sub-bairro, mas não é da Tijuca e nem de Vila Isabel. Reza a lenda que existe uma reserva florestal por lá, mas parece que não passa de uma lenda urbana.

Inhaúma: Se o nome já é feio, imagina o bairro… seu maior ponto turístico é um cemitério onde pervertidos se encontram à noite para fazer sexo.

Madureira: O segundo lugar mais quente e zoneado do mundo. O bairro atrai macumbeiros e tias vendedoras de salgadinhos de toda a cidade em busca dos produtos de “excelente qualidade” comercializados no Mercadão de Madureira (conhecido como o “shopping da macumba”).

Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes: Quando você ouvir alguém dizer: “ihhh isso é lá na casa do caralho“, a coisa fica num desses bairros.

Maracanã: É uma extensão da Mangueira, com favelas verticais chamadas de prédios. Não há nada o que se fazer lá, a opção é se tornar um dos 30 moradores que correm em volta do estádio todo dia. Basta chover e pode-se esquiar ou andar de jet ski pelas ruas alagadas do bairro.

Méier: A capital do subúrbio carioca. Habitado por gente cafona, mas metida a descolada e moderninha. É dividido ao meio pela linha do trem, criando a noção de possuir uma metade feia e outra mais ainda.

lha do Governador: A Ilha é uma espécie de Niterói que fede. Se não fosse pelo aeroporto do Galeão ninguém, em sã consciência, iria até lá. Como está fora do continente os moradores acham que estão em uma comunidade de elite, mas na verdade é uma Vila da Penha cercada de cocô por todos os lados.

Lins de Vasconcelos: Local Incerto e Não Sabido – L.I.N.S.

Olaria: Um pobre bairro que fica entre Penha e Ramos que não tem nada de especial, a não ser pelo seu famoso clube onde acontecem grandes bailes, como o Baile do Havaí e as domingueiras que aglomeram massas de toda parte da Leopoldina e seus cabelos empastados de creme. Tem também uma “praça de alimentações”, a famosa 5 Bocas.

Irajá: Só Greta Garbo para ir até lá ou Gilberto Gil ou Fausto Fawcett para inserir esse bairro horrível em uma de suas músicas. A principal atividade econômica do bairro é a mesma de Inhaúma, o cemitério.

Del Castilho: Se resume a algumas coisas: o shopping Nova América, favelas e o cofre forte da Igreja Universal do Reino de Deus.

Pavuna, Anchieta, Ricardo de Albuquerque e adjacências1: Fazem divisa com nobres municípios da Baixada Fluminense como Duque de Caxias, São João de Meriti e Nilópolis. A principal atividade econômica dos bairros é a indústria funerária, a exploração de serviços como a gatonet, a gato-velox e o jogo do bicho.

Pilares e Tomás Coelho: Conhecida por ser sede da rebaixada Caprichosos de Pilares, que se localiza embaixo de um viaduto mais usado como banheiro masculino. Resume-se apenas ao viaduto, camelódromo e favelas. Os moradores também tentam incluir o Norte Shopping no bairro, mas na verdade fica no bairro vizinho, Cachambi.

Todos os Santos: Duvido que você saiba onde fica! Os moradores desse bairro têm grande dificuldade de pegar táxis, já que nenhum taxista conhece o bairro de nome.

São Cristóvão: Lugar feio, sujo e caindo aos pedaços. Hoje se resume à estação de trem-metrô e à Quinta da Boa Vista.

Tijuca: Fica num vale abafado cercado de favelas. Composta de ex-revolucionários, comunistas e anarquistas. Os tijucanos podem ser facilmente reconhecidos. São caboclos pensando ser ingleses. Sua mais nova invenção está em chamar a praça Varnhagem2 de Baixo Tijuca, imitação deprimente do Baixo Gávea. Largue sua sogra por 10 minutos na Tijuca que uma bala perdida resolve seu problema.

Vila da Penha: Como a Vila Valqueire é um bairro de pobre metido a rico. É cheio de casas antigas e feias. A maior diversão dos moradores é fazer caminhada no valão, Ops! a rua Oliveira Belo. Ainda existem moradores que acham que a Vila da Penha não possui favelas por perto.

Vila Isabel: É uma reta que só tem boteco, casa de vila, outro boteco, casa de vila, outro boteco… ah, e uma porrada de pedras portuguesas soltas pelas calçadas.

Vila Valqueire: Um bairro nos confins (realmente lá no inferno) do subúrbio habitado por uma gente muito feliz só por não estar na merda total que estão seus vizinhos Campinho, Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro e Marechal Hermes. Se for telefonar para alguém que mora lá faz um 21… O bairro mais próximo fica a várias léguas de distância.

Vicente de Carvalho: Dividido pelo metrô, tem o lado da favela (favela sem shopping) e o lado do shopping (favela com shopping). Tem como cidadão ilustre o falecido Escadinha, traficante famoso. Assim como o binômio Tijuca-Rio Comprido, os seres viventes nessa área juram que moram na Vila da Penha, bairro “nobre”(??) das adjacências.

ZONA SUL

Largo do Machado: Esse “bairro” não existe. Devia se chamar estreito do Machado. Há lá apenas uma estação de Metrô com esse nome, mas do tipo que nem tem escada rolante. Se você está num carro e fala: “olha estamos entrando no Largo…” já está no Catete.

Leme: Um bairro vizinho de Copacabana, cercado de pensionistas que residem lá há mais de 100 anos, muitos bêbados e pivetes da favela local que infestam a maravilhosa praia de Copacabana.

São Conrado: Abriga uma das maiores favelas do mundo, a Rocinha, embora os cegos moradores do bairro falem que a Rocinha é um bairro à parte de São Conrado ou ainda tentem empurrá-la para a Gávea ou mesmo pro Leblon. Todas as janelas de casas e edifícios têm vista eterna pra Rocinha. Bem, os apartamentos de frente pro mar não dão vista pra Rocinha. Só pros seus moradores que pela manhã tomam sol, à tarde assaltam turistas e à noite se acasalam nas mornas areias do Pepino.

Copacabana: Bairro decadente habitado por funcionários públicos que andam em bandos. A área é dominada por jogadores de dama e xadrez de rua. O maior hobby é fazer compras na Av. Nossa Senhora de Copacabana, o Champs-Élysées deles. Consta do Guinness Book of Records, junto com o Catete, como a maior concentração de quitinetes no ocidente.

Gávea: Passagem de luxo para a Rocinha.

Botafogo: Se botar fogo num prédio, lambe tudo. Prédios velhos, apertados, escuros e sufocantes. Paraíso da fumaça negra. Como a Gávea, também não é bairro, é passagem.

Flamengo, Glória e Catete: Além dos mendigos e de gente afastada pelo instituto (que respondem por 98% da população desses bairros), os outros 2% são de velhos falidos, principalmente portugueses que empobreceram junto com o bairro e ex-suburbanos que vão morar lá em vilas antigas, cortiços e quitinetes só para dizerem que moram na zona sul e não precisarem aguentar horas de trem ou ônibus até o trabalho.

Ipanema: Abriga as mulheres mais gatas da cidade. Só que elas não moram no bairro, mas vêm da Tijuca, Méier, Campo Grande, atrás de um mauricinho com um carro bacana. O resto é só viado e praia (fechada para moradores aos domingos). Também frequentado por lutadores de jiu-jítsu e seus pit-bulls. Parece um grande estacionamento porque o trânsito fica parado das 8 às 23h. Os moradores são todos neuróticos por causa dos buzinaços intermináveis. Já está sendo apelidado de Nova Botafogo.

Laranjeiras: É tão ruinzinho que tem um “palácio” que nem o governador quer morar. Faz fronteira com lugares bonitos (Catumbi, Santa Teresa…) O filme melhor impossível com Jack Nicholson foi inspirado nos moradores de Laranjeiras que andam nas ruas se desviando de cocô de cachorro. O que estragou o bairro foi a construção dos túneis, que o transformaram em bairro de passagem, como Gávea e Botafogo.

Leblon: É um bairro com gente rica. Grande concentração de corruptos, colarinhos brancos e, evidentemente, políticos. Também tem cocô de cachorro.

Lagoa: Lindo. Espaçoso. Visual espetacular. Mas por causa das duas bocas do Rebouças fica inacessível das 8 às 23 h. Conhecido como a Abaeté carioca. A lagoa tem a água escura e podre. Se você molhar as mãos na água pode escolher: tifo ou hepatite. Os moradores possuem máscaras anti-gás para usar durante o período de mortandade de peixes. Com assaltos frequentes, é um verdadeiro buraco negro de bicicletas.

Urca: Único bairro aposentado do mundo.

ZONA OESTE

Vargem Grande e Vargem Pequena: São para o Rio como o Acre é para o Brasil: ninguém lembra que existe e só tem mato. Rumores sobre a existência de um parque aquático falido ou sobre uma mansão habitada por Xuxa não foram confirmados, já que ninguém conseguiu achar esses bairros para conferir de perto.

Barra da Tijuca: (do espanhol baja, Baixada) Uma espécie de Brasília com praia. Habitado por emergentes e pseudo-socialites que não têm grana pra morar no Leblon ou em Ipanema, a Barra da Tijuca é um bairro que adotou o Paulista Way of Life, onde as pessoas ficam em shoppings a maior parte da sua vida. Pela sua distância do resto do Rio de Janeiro, é considerado por muitos como sendo uma outra cidade. O governo de São Paulo inclusive já entrou com um processo para anexar esta “cidade” ao seu território por ela ser mais próxima de São Paulo do que do Rio de Janeiro. Alguns habitantes da Barra, aliás, acreditam que moram em Miami.

Recreio: Uma roça de luxo, que tenta se equiparar à Barra. Habitada por emergentes que não conseguiram ir pra Barra e vão pra lá pra dizerem que moram na Barra. É como um “estepe”, um “consolo” para os que não tiveram grana pra morar na “Baja”. A padaria mais próxima está a 1 ano-luz de distância.

Cidade de Deus: É disputado por dois bairros: Jacarepaguá e Barra da Tijuca. Quem mora em um diz que a favela faz parte do outro bairro e vice-versa. Graças ao filme de mesmo nome (e que não ganhou nenhum Oscar também) a Cidade de Deus agora é conhecida no mundo todo, principalmente por causa das drogas, como maconha, cocaína e Tati Quebra-barraco. Um presidente dos Estados Unidos esteve recentemente lá, para conhecer o Zé Pequeno.

Santa Cruz, Campo Grande, Realengo e Bangu: Juntamente com Cuiabá, são fornos disfarçados. Aparelhos de ar condicionado não funcionam porque derretem.

(desconheço o autor…)

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  1. As adjacências são lugares como Guadalupe, Jardim América, Costa Barros, Barros Filho, Acari, Coelho Neto e Parque Colúmbia []
  2. Também chamada de “Buxixo”, pelo tijucano. []

3 thoughts on “Bairros do Rio – análise profunda

  1. Gostei da sua análise dos bairros do Rio, já fui pra lá 2 vezes e curti a mais a Zona Sul, principalmente na região da praia do Leme e Ipanema.

  2. Adorei esta analise que você fez sobre os bairros do Rio João, já fui na Zona sul várias vezes. Parabéns pela matéria.

  3. Google Chrome 54.0.2840.99 Windows 7

    Adorei! Não vi Quintino, Piedade, Água Santa – onde fica o presídio. kkkkkkkkkkkkkkk

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