Closer

Eu vi comentários gostando e desgostando do filme que vi hoje. Tenho mesmo trauma de alguns filmes nessa linha – talvez porque eles tivessem um início açucarado e um final amargo -, por isso estava preparado para tudo.

Li em algum blog uma comparação com outro filme de relacionamentos, “sexo, mentiras e videotape”, que ainda não vi embora esteja com o DVD por aqui. Vou ver depois e descobrir se essa comparação procede.

E o que vi foi um roteiro muito bom. E boas atuações. Quem só conhecia a Natalie Portman como Amidala (a Rainha do Crepom) na saga de Star Wars vai dar de cara com uma atriz totalmente diferente, pra muito melhor.

E o que se mostra lá? Muita coisa pode ser construída com mentiras, mas também existe destruição, ou desconstrução. O ser humano é uma coisa abjeta de verdade. A melhor imagem do filme está na frase do médico: “Have you ever seen a human heart? It looks like a fist covered in blood…”

Quem sabe não é o início de uma visão pessimista sobre os relacionamentos amorosos…

Uma curiosidade sobre “Closer” é que esse roteiro foi encenado no teatro britânico. E lá, Clive Owen (o médico) interpretou o papel que no filme coube a Jude Law.

Gostei muito do filme, enfim, embora seja muito muito pesado. Denso não porque denso é algo pesado e pequeno, o que não é o caso.

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