Substantivos Coletivos

São substantivos que, embora empregados no singular, designam um CONJUNTO de seres ou coisas da mesma espécie. Transmitem, portanto, a noção de plural.

Segue, abaixo, uma lista com alguns coletivos que vale a pena conhecer, pois são os de uso mais comum(*):

  • academia – artistas, cientistas, escritores
  • acervo – bens materiais, obras de arte
  • álbum – fotografias, selos
  • alcatéia – lobos
  • antologia – trabalhos literários
  • armada – navios de guerra
  • armento – gado grande (bois, búfalos etc.)
  • arquipélago – ilhas
  • assembléia – parlamentares / associados
  • atilho – espigas
  • baixela – objetos de mesa
  • banca – examinadores
  • banda – músicos
  • bandeira – garimpeiros
  • bando – aves / ciganos / malfeitores etc.
  • boiada – bois
  • braçada – capim, flores
  • cabido – cônegos
  • cacho – bananas / uvas
  • cáfila – camelos
  • cambada – caranguejos / chaves / malandros
  • cancioneiro – poemas / canções
  • caravana – viajantes / peregrinos / estudantes
  • cardume – peixes
  • choldra – gente ordinária
  • concílio – bispos
  • conclave – cardeais (para a eleição do Papa)
  • congregação – professores / religiosos
  • congresso – conjunto de deputados e senadores / reunião de especialistas em determinado ramo do saber
  • constelação – estrelas
  • cordoalha – cordas
  • corja – vadios, velhacos, tratantes, ladrões etc.
  • coro – anjos / cantores
  • elenco – artistas
  • enxame – abelhas
  • enxoval – roupas
  • esquadra – navios de guerra
  • esquadrão – soldados de cavalaria
  • esquadrilha – aviões
  • falange – anjos / soldados
  • farândula – ladrões, assassinos, desordeiros, maltrapilhos, vadios etc.
  • fato – cabras
  • feixe – lenha, capim
  • flora – vegetais
  • flotilha – navios pequenos / aviões
  • frota – navios mercantes / ônibus
  • girândola – fogos de artifício
  • horda – povos selvagens, nômades / invasores, desordeiros, aventureiros, bandidos
  • junta – credores / examinadores / médicos / bois
  • legião – soldados / anjos / demônios
  • magote – pessoas / coisas
  • malhada – ovelhas
  • malta – desordeiros
  • manada – bois / búfalos / elefantes
  • mó – gente
  • molho – chaves / verdura
  • multidão – pessoas
  • ninhada – pintos
  • nuvem – insetos
  • panapaná – borboletas
  • penca – bananas / chaves
  • pinacoteca – pinturas
  • plantel – atletas / animais de raça
  • plêiade – poetas / artistas
  • quadrilha – ladrões, bandidos
  • ramalhete – flores
  • rebanho – ovelhas
  • récua – bestas de carga, cavalgaduras
  • repertório – peças teatrais / composições musicais
  • réstia – cebolas / alhos
  • revoada – pássaros
  • roda – pessoas
  • romanceiro – poesias populares
  • sínodo – párocos
  • súcia – pessoas desonestas
  • taba – casas de índios
  • talha – lenha
  • tertúlia – amigos, parentes, intelectuais reunidos
  • tripulação – marinheiros
  • tropa – muares / soldados
  • turba – muitas pessoas reunidas, multidão em desordem / o povo, o vulgo
  • turma – estudantes / trabalhadores / médicos / juízes
  • vara – porcos
  • vocabulário – palavras

Estão excluídos desta lista os chamados NUMERAIS COLETIVOS, que designam um número de seres absolutamente exato (lustro, década, século, milênio, dezena, centena etc.)

Os coletivos, GERALMENTE, dispensam que se mencione o substantivo ao qual se referem. Por exemplo, não é preciso dizer: “uma alcatéia de lobos”, basta dizer “uma alcatéia”, pois já se sabe que se trata de um grupo de lobos.

Porém, se o significado do substantivo coletivo não for específico, deve-se nomear o ser ao qual se quer fazer referência. por exemplo: “um feixe de lenha” ou “um feixe de capim”; “um bando de aves” ou “um bando de malfeitores”.

(*) há controvérsias. “Choldra” até é comum, mas é só o Elio Gaspari que usa. Mas “alcatéia” é foda.
Alguns coletivos só têm guarida mesmo na norma de língua culta.

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