Meus 5 quase beijos

Fui chamado pela Sandra a escrever sobre 5 beijos.

1984 – Era a festa do colégio, “discoteca” como chamavam, exatamente do modo como a San descreveu. E lá estava a loirinha, gordinha, olhos claros, que chegou à festa enquanto tocava “Jump”, do Van Halen. Era quem me interessava no momento. Por causa dela, dispensei a indiazinha magra e futura capa da Playboy. Hoje eu sei que não era exatamente paixão, era apenas uma pessoa que fazia bem ao olhar.

Começou a seqüência de música lenta e eu procurei a loirinha fofinha. Sim, ela já tinha saído do banheiro. 😛 E o inimaginável… Ela é que pegou minha mão e fomos para a pista. Já viu… mão ali, ali na mão… e algumas palavras de carinho, meu olhar olhando o olhar verde lindo… e o beijo! A música eu nem lembro mais direito qual era, acho que era do George Benson, mas o beijo…

E a indiazinha? Levou toco do Dantas, o falso mestre de kung-fu.

1987 – Passamos o fim de semana na casa da primeira Menina de Marte em Iguaba. No sábado à noite, depois de uma brincadeira de esconde-esconde, levamos bronca da mãe dela porque entramos no mato e no mato tem cobras. Mas estas não picaram ela nem eu, felizmente. Voltamos para a casa, e as meninas fizeram a escolha dos “mais mais” – o mais inteligente, o mais bonito, o mais safado, etc. Eu fui eleito o “mais meigo”.

E depois? A mãe da Menina de Marte sugeriu que alguém pegasse uma garrafa de vinho barato na geladeira. A filha se prontificou, mas antes disse: “Vem comigo, João!” E lá fomos nós. A geladeira ficava a uns 20 metros de onde estava o povo (a casa era mesmo grande). Abrimos a porta.

Menina – O vinho deve ser esse, o “Coração de boi”.
Eu – Sim, mas é Sangue de Boi. 😛
Menina – Ah, é mesmo.
Eu – Olha Menina de Marte, eu estou feliz de estar aqui com você.
Menina – João, eu tenho namorado, você viu que ele passou por aqui. Mas… eu senti que você não gostou quando ele chegou.
Eu – Sim… Não… (eu sem jeito… Tí­nhamos 16 anos na época.)

Aí não aguentei… comecei os afagos ali mesmo, e rapidamente nossos lábios se uniram num selinho.

Menina – João, você é meigo mesmo! Um amor!

1996 – Uma bela colega de trabalho estava se despedindo pois passou num concurso para outro órgão. No último dia, estávamos conversando, a sós num canto da sala. Acabei revelando meus sentimentos nesse dia.

Renata: João, por que você me olha tanto?
Eu: Porque eu gosto.
Re: Gosta mesmo?
Eu: Gosto!
Re: Mas eu sou sua amiga, João, não iria dar certo, e talvez eu case no ano que vem.
Eu: Só agora vai casar, depois de quase 10 anos de namoro? Você não sente nenhum desgaste nessa sua relação?
Re: Acho que sim… Nem eu nem ele somos as mesmas pessoas.
Eu: E tem mais… não acho que a amizade pode estragar um relacionamento, ou o relacionamento pode estragar uma amizade, uma namorada tem que ser antes de tudo uma amiga.
Re: Sim João, mas…
Eu: Mas o quê Renata?
Re: Eu tenho uma quedinha por você sim João, gosto muito de você, mas você é meu amigo, é muito difícil dar certo.
Eu: Não vai dar certo se não tentarmos. Se não corrermos o risco.
Re: Sim João, mas…

SMAAAACK! SMAAACK!

2002 – Eu estava de férias, mas um dia fui ver a Mari no trabalho dela (quem passava por aqui nos primórdios do blog lembra-se da Mari). Como ela não tinha hora para sair, e já era perto de 22h, nos despedimos com um selinho.

2005 – Estive de férias no Nordeste, em Recife fui hospedado pela Déa e até hoje sou grato a ela. Depois viria a segunda parte da viagem, onde encontraria uma amiga do Orkut – que já era mais do que amiga. Cheguei ao meu destino e fiquei no hotel, esperando – ela estava na faculdade na hora que cheguei. Ela chegou bem tarde, quase meia-noite. Meu cochilo foi recompensado: a recepção foi com o beijo de lí­ngua mais arretado do mundo. E outros se seguiram, noite afora.

*

Não vou chamar ninguém para continuar o meme. Quem quiser escrever sobre os seus beijos que NÃO aconteceram, pode escrever.

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