Dia dos Namorados

Aqui no Brasil, o Dia dos Namorados é “comemorado” no dia 12 de junho, ao contrário do hemisfério norte, que comemora em 14 de fevereiro (Valentine’s Day, ou Dia de São Valentim).

Mas por que 12 de junho?

A gênese da data não é nada romântica. O período entre os dias das Mães e dos Pais era uma época fraca para o comércio. Mas tudo mudou com uma campanha publicitária criada por João Dória (pai do João Dória Jr., criador de outras campanhas não tão felizes), na época à frente da Agência Standard Propaganda, para a extinta loja Clipper em São Paulo.

A idéia foi aproveitar o dia de Santo Antonio, o santo casamenteiro. Se o dia do santo, 13 de junho, era o dia do casamento, por que não fazer do dia 12 o dia do namoro? Então João Dória criou para a loja o slogan “Não é só de beijos que se prova o amor”.

A moda pegou e a Standard ganhou o título de agência do ano em 1949. Mais de meio século depois, o lado comercial da data está mais em alta do que nunca. Melhor (ou pior) exemplo: a Vivo, a Claro e a TIM disputando quem vende mais celulares.

Tem gente terminando namoro só para não ter que dar presente ou receber alguma breguice. Tem gente desesperada pra se arrumar (e a mídia e as Federações do Comércio caindo em cima). Mas eu não sou assim.

Respondendo às perguntinhas propostas:

– Do que eu gosto no Dia dos Namorados?

Não posso dizer muito porque nunca houve um dia 12 de junho em que eu estive com alguém. É incrível mas é verdade. Não sou namoradeiro hehe…

Só teve um Dia dos Namorados em que eu “fiquei” com alguém, então foi na verdade o Dia do Fico. 🙂

Um dia legal foi ainda no segundo grau, no dia 12 de junho colocavam no colégio um mural para que todos colocassem seus recadinhos românticos. Eu deixei alguns para algumas meninas que gostava. Um entre eles foi para uma ex, outro foi para a primeira Menina de Marte.

Foi justamente para ela que escrevi o recado mais bonitinho. Ela pegou o bilhete, me olhou com o olhar mais lindo do mundo e disse: “Obrigada, João.” 🙂

A primeira Menina de Marte já era comprometida. Por bem mais de 4 meses. 🙁

São momentos que guardo com carinho.

– Do que eu não gosto?

Da exploração comercial de uma data que deveria ser como qualquer outra. Para mim pelo menos é, ou tem sido.

Estar com a pessoa que se gosta é maravilhoso, independente de data.

– Ficar ou namorar?

Eu até prefiro namorar, mas como não aparece ninguém (ou, pelo menos, pouco faço para que apareça) vou ficando. “Se ainda não apareceu a metade da sua laranja, pegue a metade do seu limão e faça uma caipirinha.” 🙂

Quem quiser namorar muito, eu estou aqui viu? (será que escrever isso aqui dá certo?)

– Casamento, fora de moda?

Acho que o que está na moda são as uniões informais – morar junto, sem aquela coisa de papel, igreja lotada e coroinha com o pires na mão. Moçoila nenhuma quer mais casar vestida de Virgem Maria.

E para terminar… olhem só a pérola romântica-robotizada que é o subject de um spam recebido há pouco:

Don`t buy her flowers, give her milk…

(post comunitário em edição extraordinária)

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